Poema desestruturado



A estrutura em avesso
Desconectada do esteio
Entrou em retrocesso
Espalhando-se pelo meio

Qual figura distorcida
Desprovida de encanto
Submersa em um pranto
Dos desformes desta vida

Desfigurada e torcida
Tenta levantar-se
Sem equilibrar-se
Desentoa e desafina

E isto se repete
Todos os dias assim
Quiçá haverá a hora
Da estrutura seu fim


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